Tuparendi: especialistas debatem causas e conseqüências da violência

4 meses atrás
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Aconteceu no dia 16, sexta feira, o Encontro sobre a Violência, causas e conseqüências. O tema foi dissecado de forma competente pela Deputada Estadual Zilá Breitenbach, presidente da Frente Parlamentar em defesa das vítimas da violência e pela Dra. Ana Paula Mantay, Promotora de Justiça da Infância e Adolescência. A participação maciça do público surpreendeu até os organizadores. Mais de duzentas e cinqüenta pessoas se fizeram presentes, o que comprova o interesse pelo tema. Conselheiros Tutelares, representantes dos CRAS, funcionários públicos, estudantes de Cursos de Direito, da UNIJUÍ e da FEMA, advogados, vereadores, jovens representando o Rotaract de Tucunduva, vice prefeitos. Agentes de Saúde, médicos, bancários, comércio e indústria, professores, policiais civis e da Brigada Militar, CAMS, CRENOVI, Coordenadora Regional da Associação Estadual de Conselheiros Tutelares e outros.  Enfim, o sucesso do evento foi pleno em virtude das razões explicitadas antes: público expressivo e excelência dos palestrantes.

O grande desafio do estado democrático brasileiro é esmagar o poder da violência instalado dentro e fora dos presídios, nas ruas, nos lares, nas escolas.  Bandidos formam verdadeiros feudos, de onde controlam e articulam o exercício da violência. A violência não está apenas em nosso imaginário. Ela é noticiada todos os dias através da TV, de todos os meios de comunicação. Feminicídio, pedofilia, drogas, violência contra o idoso, contra a criança, o deficiente, a mulher, o mais pobre, o vulnerável em geral. E não devemos esquecer que muitos casos de agressão deixam de ser notificados por medo ou por vergonha. O Brasil teve 165.000 mortes causadas por violência no ano passado, 178mortes por dia. As consequências são mães e pais em luto, viúvas, viúvos, filhos órfãos, jovens assassinados, policiais mortos em ação, inocentes vítimas de balas perdidas em tiroteios, famílias destroçadas. A legislação voltada á punição do infrator, já existe, como falou a deputada Zilá. O arcabouço legal é enorme, faltam investimentos na estrutura, faltam efetivos policiais. Sobra sensação de impunidade.  A deputada é autora de diversas Leis e Projetos de Lei voltadas ao interesse de maior segurança ao cidadão.

A Dra. Ana Paula trouxe aos assistentes da platéia, fatos vivenciados no exercício de sua função. Relatou depoimentos de uma menina com dez anos, moradora de Giruá, vítima da separação dos pais e que implorava ao Ministério Público uma solução para seu problema. Dizia ela que a sua vida era um inferno devido a falta de definição entre ficar com o pai ou com a mãe. A menina clamava que a Justiça fosse mais rápida, que decidisse, que não postergasse mais aquela situação.  Em suas manifestações os palestrantes enfatizaram a necessidade de que cada um dos presentes, formadores de opinião, operadores do direito, lideranças de diversos campos de ação, fizesse sua parte, repudiando qualquer forma de violência. Isso pode ser feito denunciando, colaborando com a justiça. Não basta ficarmos assustados, perplexos. Temos que rever nossa postura, abandonar o conforto da condição de meros espectadores. Temos que, como cidadãos, estar focados, interessados, assumirmos nossas responsabilidades. O que estamos fazendo pelos milhares de emparedados ocultos? Crianças, mulheres, velhos, chorando, sofrendo. Não vamos fugir das nossas responsabilidades, falou um dos palestrantes.

A comissão organizacional do evento, Assessoria de Gabinete da Deputada Zilá Breitenbach,  Frente Parlamentar em defesa das vítimas da violência, com apoio institucional da Prefeitura Municipal de Tuparendi, agradecem, a presença das instituições diversas que se fizeram presentes. O evento foi qualificado pelo comparecimento de lideranças expressivas dos municípios de Tucunduva, Horizontina, Santa Rosa, Porto Mauá, Santo Cristo, Tuparendi e Alecrim. Aos palestrantes, a comunidade de Tuparendi manifesta a gratidão e o reconhecimento, de forma enfática, pela qualidade de vossas apresentações.

TEXTO – Clóvis Medeiros

 

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