Precisamos falar do câncer colorretal

9 meses atrás
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Medo. É o que sentimos quando ouvimos a palavra câncer. Não é nada confortável receber um diagnóstico da doença. Mesmo nos casos em que o prognóstico é positivo, o mal-estar persiste. Há, inclusive, pessoas que sequer pronunciam a palavra. Preferem chamar de “aquela doença”. A palavra câncer assusta. Este mal, que aflige milhares de famílias em todo o mundo, ainda é um tabu para a sociedade.

Foi pensando em ampliar o debate sobre o tema, que propus a criação da lei 14.365/2013, que institui a Semana Estadual de Rastreamento do Câncer Colorretal. De 1º a 7 de abril, os gaúchos têm a oportunidade de falar, sim, sobre câncer. Através de encontros, estudos e debates, com o objetivo de alertar a população sobre a grande incidência de casos e a importância dos gaúchos manterem os exames em dia.

Apesar de pouco comentado, este é um dos tumores mais comuns no mundo. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima que ocorram 36.360 novos casos a cada ano, sendo este o segundo mais comum entre as mulheres (18.980) e o terceiro mais frequente entre os homens (17.380). Os exames são a melhor forma para detectar a doença, que tem como principais sintomas a alteração nos hábitos intestinais e na consistência e presença de sangue nas fezes, dificuldade de evacuar e desconforto abdominal.

A Sociedade Brasileira de Coloproctologia recomenda que o exame comece a ser feito a partir dos 50 anos, quando não há casos de câncer colorretal e pólipos na família. Se houver histórico familiar, a entidade recomenda a partir dos 40 anos. O câncer colorretal, se detectado precocemente, é tratável. Por isto, a necessidade de manter os exames em dia. Durante a Semana de Rastreamento, temos a oportunidade de intensificar o debate sobre a importância do diagnóstico precoce, o que possibilita o aumento das chances de cura. Por isso, precisamos falar de câncer. Temos o dever de perder o medo e alertar a sociedade gaúcha sobre a importância de enfrentar este problema. Esta é uma decisão que precisamos tomar. E eu, decidi por ela.

Zilá Breitenbach
Deputada estadual

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