Artigo: DIA DE PARTICIPAR*

1 ano atrás
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artigo_dia_mulher_08-03-2017O Dia da Mulher é um símbolo, uma representação. Nesse dia, as pessoas de bem reverenciam oficialmente aquelas que já devem ser honradas rotineiramente. Avós, mães, filhas, amigas, colegas e chefes recebem um merecido carinho especial, uma justa lembrança. Assim é entre quem respeita o próximo, entre quem reconhece a importância da figura feminina. Mas, mesmo para a minoria desrespeitosa e, por vezes, criminosa, a data também carrega em si uma representatividade, pois registra a relevância da mulher a quem se nega a respeitá-la.

Por todo o mundo, o 8 de março é dedicado à defesa das mulheres, de seus direitos, de suas escolhas. É um dia de reflexão, de pensar ações que nos conduzirão à igualdade de oportunidades. Com as mesmas prerrogativas e possibilidades para mulheres e homens, estes e aquelas poderão seguir suas aspirações pessoais. Com os mesmos caminhos à disposição, podem desenvolver-se em suas particularidades, naquilo que é próprio de cada um.

É inegável que avançamos muito desde que a data passou a ser comemorada, no início do século 20. Da mesma forma, não resta dúvidas de que há ainda muitos espaços a serem preenchidos pelas mulheres. A política é um retrato disso. Na Assembleia Legislativa gaúcha, apenas 16% dos parlamentares são mulheres. No Congresso Nacional, não passamos de 13%, entre deputadas e senadoras. Ou seja, a despeito de sermos a maioria da população, não estamos devidamente representadas. Comandamos muitos lares e cada vez mais empresas e organizações. Precisamos avançar também na política.

Neste 8 de março, convido à reflexão e à participação. Com mais mulheres na política, não teremos apenas mais direitos, oportunidades e cuidados a elas – a nós. A participação feminina nos espaços de liderança e representatividade resulta em maior equilíbrio em decisões que afetam a todos. A família é a base de nossa sociedade, e suas estruturas se reproduzem. Para um lar viver em harmonia, cada integrante deve desempenhar seu papel. O mesmo acontece na política, na sociedade: as diferentes partes devem estar proporcionalmente representadas, para que vivamos em harmonia, com equilíbrio.

 

*Zilá Breitenbach- Deputada Estadual (PSDB) e Presidente do Fórum de Mulheres da UPM (União de Parlamentares do Mercosul)

 

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