ARTIGO: Outubro Rosa: causa para além da cor

5 anos atrás
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Monumentos, prédios e símbolos iluminados com a cor rosa. Essa imagem pode ser vista em diversas cidades do mundo, como parte da celebração do Outubro Rosa. Trata-se de um movimento anual para conscientizar a sociedade sobre um tema central para a saúde da mulher: a prevenção do câncer de mama.

Esse tipo de tumor é o segundo mais comum entre as pacientes, representando 22% dos novos casos. Nós, gaúchas, temos a segunda maior incidência no país, ficando atrás somente das cariocas. Em 2010, nada menos que 12 mil brasileiras morreram vitimadas pela doença – número alarmante e que requer um olhar sensível de todos.

Mesmo com os avanços da medicina e das políticas de saúde, o número de mulheres acometidas pelo câncer de mama segue crescendo. Apesar dos esforços, as informações ainda não chegam a toda a população. Por isso, desde o início de meu mandato na Assembleia Legislativa, tenho me engajado para divulgar a seriedade do problema. E mais: buscado formas efetivas de enfrentá-lo.

Em nosso gabinete, elaboramos uma cartilha que apresenta orientações básicas para prevenção do tumor. O material, que vem sendo distribuído em diversos municípios do Estado, chama atenção para a importância do autoexame. Ele é o principal responsável pela detecção dos primeiros sinais de tumores. A mamografia, por sua vez, deve ser realizada a cada um ou dois anos. Quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico, melhor é o prognóstico.

Também realizamos um forte trabalho para tornar acessíveis o diagnóstico e o tratamento às gaúchas. Isso porque convivemos com um grande obstáculo para vencer a batalha: o atendimento precário, insuficiente e lento. Faltam mamógrafos para o diagnóstico, e as filas para o tratamento costumam ser longas.

Diante desse quadro preocupante, é preciso que os governos reajam com contundência, investindo em estrutura e pessoal. E nas duas pontas: prevenção e tratamento. Não é humanamente admissível que mulheres diagnosticadas fiquem esperando, enquanto o tempo passa e a chance de cura diminui. O câncer, bem sabemos, não espera.

Quando falamos sobre o Outubro Rosa, estamos falando de milhares de vidas. De mulheres que precisam de apoio, de atenção especial de toda a sociedade. A cor que realça os monumentos deve ir além das ruas e iluminar também a nossa consciência. É um apelo que faço como cidadã e mulher. Que todos unam forças em favor dessa causa!

*Zilá Breitenbach, Deputada Estadual e Líder da Bancada do PSDB na Assembleia Legislativa

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