Deputada Zilá chama atenção para que Lei Maria da Penha não sofra retrocesso

9 anos atrás
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Porto Alegre – Neste mês da Mulher, a deputada estadual Zilá Breitenbach (PSDB) lembrou nesta quarta-feira, 09/03, da necessidade para que o debate continue no que diz respeito às ações que interferem na vida das mulheres. De acordo com a deputada, a ministra Iriny Lopes manifesta a sua preocupação com a maneira pela qual está sendo conduzida a Lei Maria da Penha: com intolerância e preconceito. Zilá salienta que há algumas semanas, um magistrado inclusive  chamou de lei diabólica. “Essa é uma preocupação que devemos ter. Não basta homenagearmos as mulheres pela sua capacidade. Sabemos que, no Brasil, empresas são abertas por mulheres na proporção de 2 para 1, nas quais elas são chefe do negócio. Mais da metade das empresas brasileiras são geridas por mulheres”, ressaltou a deputada. Conforme Zilá Breitenbach, devem ser dadas as mulheres condições para que ingressem no mercado de trabalho, para que seja empreendedora e tenha condições de mostrar toda a sua capacidade e competência.

Maus tratos

A deputada Zilá destacou ainda que a Assembleia Legislativa solicitou à Secretaria da Segurança alguns dados de 2010, que mostram que no Rio Grande do Sul diminuiu muito pouco a violência contra as mulheres e que poucas são as mulheres que denunciam os maus-tratos.

No Rio Grande do Sul, em 2008, 287 mil mulheres fizeram algum tipo de denúncia; em 2009, 279 mil mulheres. “Estamos sujeitos a perder todo o trabalho feito no sentido de orientar as mulheres a buscarem seus direitos. Está em tramitação uma mudança na Lei Maria da Penha. Penso que as mulheres devem se unir para não permitir que isso venha a ocorrer. Vamos nos cotizar para trabalhar, com a força das mulheres, para que a Lei Maria da Penha não sofra nenhum retrocesso”, completou a deputada.

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